O Ministério da Saúde manda encerrar Serviços de Atendimento Permanente (SAP's) porque alegadamente não prestam um serviço público de qualidade. Com isto obriga os doentes (utentes/clientes) a deslocações longas e onerosas, até uma urgência que pode distar 100km e quase duas horas de viagem, para serem atendidos por um serviço médico com meios complementares de diagnóstico adequados.
As seguradoras, e os bancos seus proprietários, vão instalando Serviços de Atendimento Permanente onde os pacientes (utentes/clientes) podem aceder aos cuidados médicos (incluindo meios complementares de diagnóstico), desde que sejam possuidores de um seguro.
E tudo a bem do orçamento (ou como do dizia o "outro": A Bem da Nação)
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2007-12-28
2007-11-11
Cidadania, exercício de direitos e respeito pelos outros
A "estória" é breve e é reveladora de uma certa maneira de "ser português", que se traduz essencialmente em ser mais esperto do que os outros.
Domingo, fim da manhã, uma pequena superfície comercial de um bairro na periferia suburbana da grande Lisboa.
As cinco caixas do supermercado encontram-se a funcionar, cada uma com mais de uma dezena de clientes que apressadamente fazem as últimas compras antes do almoço dominical.
Uma jovem, empurrando com aparente dificuldade um carrinho com um bébé, ao mesmo tempo que segura um cesto repleto de compras, é convidada pelos outros clientes a avançar pela caixa prioritária, de forma a ser atendida com a brevidade devida a quem tem que cuidar de uma criança de meses.
Ao chegar junto à caixa, enquanto alguns clientes a ajudam a pôr no balcão as compras da semana, a jovem retira a criança do carrinho de bébé e entrega-a à senhora que presumivelmente será a sua mãe e avó da criança, que fica a apreciar a forma como a filha acaba de passar à frente de uma dezena de parvos, utilizando para tanto o estratagema de ir para a fila com uma criança de colo, em vez de aguardar normalmente pela sua vez.
Não há a menor dúvida que este é o Portugal dos malandros, que sabem sempre aplicar o melhor golpe para passar a perna ao vizinho do lado, ao mesmo tempo que exigem para si o direito a tratamento de excepção... mas também não é de admirar, quando o exemplo de quem nos governa é exactamente aplicar a si próprio o tratamento de excepção e aos outros o aperto do cinto, «a bem da nação»........
Domingo, fim da manhã, uma pequena superfície comercial de um bairro na periferia suburbana da grande Lisboa.
As cinco caixas do supermercado encontram-se a funcionar, cada uma com mais de uma dezena de clientes que apressadamente fazem as últimas compras antes do almoço dominical.
Uma jovem, empurrando com aparente dificuldade um carrinho com um bébé, ao mesmo tempo que segura um cesto repleto de compras, é convidada pelos outros clientes a avançar pela caixa prioritária, de forma a ser atendida com a brevidade devida a quem tem que cuidar de uma criança de meses.
Ao chegar junto à caixa, enquanto alguns clientes a ajudam a pôr no balcão as compras da semana, a jovem retira a criança do carrinho de bébé e entrega-a à senhora que presumivelmente será a sua mãe e avó da criança, que fica a apreciar a forma como a filha acaba de passar à frente de uma dezena de parvos, utilizando para tanto o estratagema de ir para a fila com uma criança de colo, em vez de aguardar normalmente pela sua vez.
Não há a menor dúvida que este é o Portugal dos malandros, que sabem sempre aplicar o melhor golpe para passar a perna ao vizinho do lado, ao mesmo tempo que exigem para si o direito a tratamento de excepção... mas também não é de admirar, quando o exemplo de quem nos governa é exactamente aplicar a si próprio o tratamento de excepção e aos outros o aperto do cinto, «a bem da nação»........
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